19 de janeiro de 2008

Wizard Animation


Um dia um menino sonhou que era poeta e quando ele acordou
viu palavras caindo ao seu redor. Aí ele pegou as palavras, fez versos, estrofes e por fim poesias, que hoje se encontram neste blog.






Moradia

Eu vi uma casa,
Uma pequenina casa,
Nem minha sombra lá cabia.

Tinha uma porta
E uma janelinha torta
Que à força se abria.

Havia só um cômodo,
Mas não era um incômodo
Para quem morava lá.

Tinha tanto aconchego
Vida, paz e um sossego.
Era de se admirar.


O BALÃO

Um balão de cor anil
Está voando pelo céu,
Pelo céu azul de abril,
Entre as nuvens e seus véus.

Um balão de cor anil
É levado pelo vento
Leve, para quem não viu...
Dá ali contentamento.

Um balão de cor anil
Some pra ninguém mais ver,
Dentro dele todo o brio
De quem pôde assim viver.

No Trem


Avança Sulustreco a caminho do infinito
De carona não sei com quem
Solavanca Sulustreco no balanço do trem.

Sonha alto Sulustreco que se ilude
Ele é triste, mas por quê?
Ele não quer nem saber.

Dorme cedo Sulustreco pra sonhar com alegria
Para esconder o medo
Ele dorme até de dia.


Cricri

Toda noite ao dormir
Ouço o grilo nalgum canto:
Cricri... Cricri...
Eu dali não me levanto.

É sempre assim
Quando deito em minha cama
Cricri... Cricri...
Mas quem é que ele chama?

Quando quer me iludir
Num instante ele pára,
Mas retorna o cricri
E eu debruço minha cara.

O sol chega pra luzir
Na manhã que já começa
Vai o grilo então dormir
Enquanto eu saio na pressa.



O sapo que não sabe pular

Aquele sapo pula e cai
De barriga para cima
E por isso ele não sai
Não tem paz e não se anima

Vive ali sempre sonhando
Espiando alguma rã
Esta que vive pulando
Todo dia de manhã.

Indiozinho

Indiozinho nu na mata
Arco e flecha em sua mão
Foi caçar seu alimento
Indiozinho brincalhão

Indiozinho tão valente
Foi na vida se embrenhar
Curioso esse menino
Indiozinho a brincar

Indiozinho ficou triste
Quando viu tudo queimado
Sua tribo sentiu fome
Vi um Índio desolado.





A Bailarina

Pobre bailarina
Rodou, pulou
Caiu.

Se sujou de purpurina
Chorou, chorou
Saiu

Mas voltou vermelhinha
Rodou, pulou
Sorriu

Ela soube ser menina
E quem olhou
Aplaudiu.




BRUXA QUE É BRUXA

Bruxa que é bruxa voa
De vassoura noite a fora.
Não é boa...
Nunca foi, não será agora.

Bruxa que é bruxa tem
Um enorme caldeirão
E tem também
Um gato preto espião.

Bruxa que é bruxa é feia,
Tem verruga no nariz,
O cabelo não penteia
E se veste de cor gris.

Bruxa que é bruxa tem de ter
Uma varinha de condão
Para transformar você
(Que leu isto) num anão...



A Gata

A gata mia no telhado,
Mia alto olhando a lua.
Solitária e tristonha
Tem a noite como sua.

Todo dia ela sonha
Com um dono que não vem,
Mas aí quando anoitece
Não consegue ver ninguém.

Ela então desaparece
Entre muros e fachadas,
Ressurgindo noutro canto
Com olhar de abandonada.

Fez do mundo seu recanto
E da vida pouco sabe.
Só escuta o que se deve,
Só se mete onde lhe cabe.

De passagem é sempre breve
Nunca pára num lugar,
Vai de um telhado a outro,
Para nunca mais voltar.



A Abelha e o Zangão

Foi um grande zunzunzum
Na colméia àquela tarde,
A Abelha se zangou
Com o zangão que era covarde.

A Abelha era rainha
Mas o Zangão não era o rei...
A Abelha disse a todos:
- Do Zangão me separei!

Foi aquele zunzunzum
Das abelhas curiosas
Que cercavam todas juntas
A rainha furiosa.

E o tempo ia passando
Sem abelhas pelo céu,
As abelhas operárias
Esqueceram até do mel.

Foi um enorme zunzunzum
Quando o Zangão voltou
E quando disse à rainha:
- Operário agora sou!

A rainha então sorriu...
Disse: - Todos ao trabalho!
E acabou-se o zunzunzum
Na colméia lá do galho.